Domingo

Cacos e estilhaços






1939


Há tanto ano que vassouro os cacos do meu dia-a-noite.
Alguns (poucos) colei-os com tempo, suor e lágrimas.
Mas todos os outros me atolaram,
irrecuperados estilhaços de mágoas e cobardias.

Agora, estou-os juntando todos,
caco a caco, estilhaço a estilhaço.
E tudo começa a encaixar.
(Será de muito amar?)

José Carlos Mégre

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